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A banalização terapêutica

Bem, são tempos diferentes.

Conceitos pré-definidos já não cabem mais e o fazer material em direção ao que nos direcionávamos antes tem sido desafiador, pois deixou de ter sentido.


Denominar-se terapeuta nessa fase da moda "esquisotérica quântica" é como assinar a participação do grupo da irresponsabilidade em manipular o outro sem nenhum pudor.


Antes deste esvaziamento do conceito terapêutico, estes estavam a serviço comprometido com o avanço e evolução do próximo, e carregavam em si a energia do curador.


Não colecionavam certificados de formações, mas passavam pelas suas próprias experiências que lhes auxiliava a compreender os desafios dos demais humanos. Construíam um arcabouço vivencial que lhes habilitava a atuar como tal.


Pautados em princípios, com um estilo de vida de constante purificação, integrado ao mundo natural, a intuição era guia. Sem teorias nem técnicas, tampouco frases prontas, eram canal puro para atuação das forças sutis, uma ponte entre o material e o imaterial.


Aqueles que os procuravam estavam comprometidos com o seu próprio processo melhora, não buscavam muletas nem bem estar temporários ~ sabiam que a partir da força de vontade e do auxílio de um canal verdadeiro tudo era possível ~ e a cura acontecia.


Não haviam lamúrias a partir da narrativa de suas estórias, alimentando ainda mais o ego doente. Havia boa vontade, comprometimento e permissão para que a transformação ocorresse.


Templos de cura podem voltar a existir, atualizados para esta era, mas para tal, é preciso romper com os equívocos e voltar a andar de mãos dadas com a verdade.


O efeito da ilusão é como um placebo ~ amortece pelo engano e nutre o que pode ser sanado. A enfermidade é falta da verdade, e apenas por ela a cura acontece.


Shely Pazzini

30 de julho de 2023.


 
 
 

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