A luz permeia o que puro esteja
- Shely Pazzini
- 1 de abr. de 2023
- 1 min de leitura
Ares de mudança e novidade pairam no ar, mesmo que condicionado esteja ainda o olhar. Existem eventos marcados que nos desafiam em provas, e fácil é cair nas armadilhas do comum, do passado ancorado, dos enredos repetidos, das narrativas ainda não ressignificadas.
Os outros são disparadores de arpões, que nos fisgam como vilões e nos arrastam para seus mundos empoeirados de razão. Eles não são nada mais que as nossas próprias representações, trazendo o reflexo visto do que de dentro não teríamos conseguido.
Tentadoras são as ofertas e por vezes nos rendemos as fisgas que rasgam e vamos novamente em direção ao que é conhecido, que dói, mas que sabemos como lidar. Mas logo ali algo diferente chama, porém distraídos mais uma vez em um eu fictício mantemos os nossos próprios dramas.
A Luz clama pela nossa adesão mas a escuridão tem um quê que nutre a nossa turva e cômoda visão. Soltar a ilusão é aceitar a vulnerabilidade de seguir nu em direção a verdade - e para isso é preciso coragem - andar sozinho rumo ao desconhecido sem corromper-se novamente pelo ruído da mente.
A pureza da Luz permeia o que puro já esteja, pois ela não perpassa nenhuma sujeira - requer transparência, a sinceridade do Ser Inteiro, aberto a recebê-la em sua estrutura ainda densa.

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