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A política terapêutica

A política escancara a forma como agimos no mundo. Sob as leis da ressonância, sempre temos aquilo que somos como coletivo, sendo que os que estão "acima" refletem os que estão "abaixo", numa analogia hierárquica humana.


Almejamos tanto por mudanças, certos de que isso que vivemos até agora não está mais de acordo, mas permanecemos nutrindo os mesmos sentimentos de divisionismo, de raiva e intolerância que vemos refletido nestes que colocam a cara a tapa para o mundo todo julgá-los.

Julgamos de acordo com as interpretações que fazemos, a partir de pontos de vista geralmente limitados, dissociados do todo.


Mais uma vez nos vemos divididos como sociedade, sedentos para que alguém resolva os problemas que enxergamos. Levantamos bandeiras, ocupando as mãos que deveriam fazer o que eles não fazem, mas optamos por continuar terceirizando as nossas vidas, vendendo o nosso tempo e nos mantendo dependentes de um sistema que, por pior que seja, estamos ajudando a manter, pela preguiça de arregaçar as mangas e conquistar a nossa autonomia novamente, em cada pequena escolha.


O ilusório conforto oferecido por uma falsa governança em prol do coletivo matou princípios básicos da nossa existência.

Deixamos de ser seres virtuosos para viver isto que estamos vivendo - um sistema de valores totalmente distorcido, onde a imagem é prioritária e o conteúdo, ignorado, em todos os segmentos que conhecemos.


Virtudes são reconhecidas na medida em que acessamos elas em nós - por isso, ainda nestes tempos, não as vemos em lugar algum.


O cenário político deveria ser utilizado como uma ferramenta de reflexão, tal qual uma terapia, onde conseguimos ver além de nós mesmos e analisar onde se encontram as faltas e os excessos.

A política deveria ser o ponto de união entre diferentes visões - pois é na diversidade somada, e não excluída, que rumamos a novos entendimentos e nos desenvolvemos como um organismo social que somos.


Enquanto permanecemos interpretando desta forma o que está disponível para nós como oportunidade de aprendizado - rechaçando, intolerantes e enraivecidos uns com os outros, mais desse cenário teremos.


A paz começa dentro de nós.


Observando o que sentimos com as opiniões contrárias as nossas, e reavaliando as nossas atitudes e reações diante delas, dispostos a desenvolver a tolerância e o respeito, e colocar prioritariamente em nossos dias as virtudes que podem nos tornar melhores, aí sim passaremos a caminhar em direção a uma realidade que desejamos.

Enquanto isso, seguimos nos aprendizados primários, que ainda estão aqui, gritando para que façamos a lição para que finalmente, passemos de fase.


Que o que há de melhor em nós prevaleça.


Neste momento que encontramos uma das maiores oportunidades de superar esse desafio, internamente, cada um, de per si - de deixar o mundanismo criado e cultivar em nós, independente do externo, o equilíbrio e a harmonia necessárias para a manutenção da nossa vida humana.


Que saibamos reconhecer os aprendizados que batem a nossa porta e usufruí-los para o nosso próprio crescimento. Ao sair da projeção e da expectativa, deixamos também a normose coletiva e nos tornamos responsáveis pelos nossos próprios passos.


A ordem e o progresso começam por dentro.



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