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Arruma a tua casa, pacifica o teu coração

Em breve o que conhecemos como realidade deixará de existir, e compreendendo o cíclico movimento dos mundos automaticamente os desejos bobos e os planejamentos materiais deixam de fazer sentido, assim como os excessos que sustentamos e as demandas que criamos.

Saber que a densidade da matéria está a sutilizar desperta um senso de organização, de honrar o que está aqui para ser transformado com um olhar de reconhecimento e gratidão antes ausente. Olhar para o que ignorado estava, como numa oportunidade de resgatar a dignidade é reconfortante.

Ressignificar o velho para que ele seja transformado na presença de sua própria dignidade, voltando a deixar as coisas belas para que no momento de sua transição o código da ordem e da beleza sigam junto com suas partículas, como se num resgate de elementos sagrados perdidos a fim de colaborar com o processo evolutivo.

O desnecessário já não distrai e o excesso não compraz. Um dia pós o outro com o coração em paz, percebemos claramente onde se encontra a sustentação para seguir rumo a integração.

Passando longe de qualquer manipulação, seguimos em fluxo sem nenhuma intenção.

Perpetuando o amor ativado no coração após séculos de escravidão, numa era glacial onde tomou conta apenas a razão, nos sentimos tão inteiros, mesmo aqui, vivendo a ilusão da dissociação.

O que há a ser feito senão emanar do coração essa beleza de ordem e organização, deixando a casa arrumada para a sua transformação?

Deixaremos o mundo sem rastros a serem limpos, mas com elementos auxiliares produtivos.

Arruma a tua casa, honra a tua história, embeleza a tua morada. Levamos conosco o que somos, e o entorno nada mais é que a projeção de nós mesmos.

Limpe, arrume, reconheça. Traga dignidade para cada pequena parte. A evolução está acontecendo agora, e quais vestígios seus serão lembrados outrora?




 
 
 

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