Do individualismo ao servir abnegado
- Shely Pazzini
- 1 de mar. de 2023
- 2 min de leitura
Redesenhamos a vida quando compreendemos a prisão que é o ego e reconhecemos o sentido evolutivo da existência, que flui livre e sem resistência, que segue o sentido ascendente e que amplia a energia da vida em cada etapa do descortinar da nossa Divindade.
A cada chave virada um novo acesso a Luz, que se mostra cada vez mais clara desvelando o que antes permanecia oculto, sendo que cada coisa se mostra no momento em que temos condições de refletir e ressignificar, por isso a morosidade do processo quando aprisionados estamos nos próprios dramas da existência da persona, que mantemos enquanto adormecidos da Centelha Divina e perfeita que Somos.
O chamado para ir além de si, saindo do foco único dos nossos desejos, para dispor-se ao outro que ainda sofre e precisa de apoio é abrir caminho para que ele também se torne de fato quem ele É. Em humilde serviço não há espaço para distrações que afastam da essência, e damos a energia nutridora para que o Plano Maior decorra. Abdicar da ilusão que alimenta o desejo egóico é mergulhar na infinita benevolência da qual nos originamos e honrar a essência primordial e sábia que nos rege.
Reconhecer sem desvalorizar os passos anteriores, considerando que sempre terão seres chegando no ponto em que já estivemos é importante, mas o desapego ao próprio processo pede para que deixemos a bagagem para seguir livres de qualquer excesso. Chegar ao equilíbrio que promove a síntese é o desafio ainda nesta tridimensão.
Sentindo que aqui as experiências se repetem e que há a possibilidade de descortinar outras realidades, mundos paralelos à matéria se fazem presente, por mais abstratos que sejam para a razão, mas totalmente palpáveis ao coração.
Que todo desafio do mesmo nível seja mola propulsora para seguir no sentido verdadeiro de Ser, simplesmente partícula cósmica dançante neste infinito multiverso!
Reverberação de 25/12/22
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