Qual é a minha participação no caos que eu vejo?
- Shely Pazzini
- 25 de fev. de 2022
- 2 min de leitura
Essa pergunta incômoda surgiu aqui entre as reflexões diárias, e vem tomando uma proporção cada vez maior no entendimento daquilo que vejo colapsado como realidade.
Conforme reconhecemos que somos autores da nossa própria realidade - e não vítimas do acaso - passamos a perceber que tudo o que vemos manifestado no mundo é parte da nossa própria criação.
Dos gostos vulgares que cultivo às escolhas inconscientes de distração, assim como os pensamentos que nutro aos sentimentos que alimento. Os meus fazeres, o meu consumo, ao que me mantenho vinculada.
Todas as esferas de nós estão sendo expressas de alguma forma no que chamamos de mundo externo.
O que são os líderes senão a expressão dos seus povos?
O que são as ações deles senão o ápice do inconsciente coletivo do qual eles estão expostos?
Quantas guerras vivemos internamente a todo momento?
Quantas brigas em forma de diálogos internos que temos todos os dias?
A raiva, a falta de perdão, a inveja, orgulho, ganância, desejo de ter.
Frequências densas que fazem parte da humanidade, e que estão se apresentando com cada vez mais intensidade, na intolerância e no desejo de justiça.
Vivemos campos de batalha internos e desejamos ver paz no mundo?
O que existe nesse contexto caótico que nós ainda não consideramos?
Não existem pontualidades de fatos em escolhas destes ou daqueles - existem os transbordamentos daquilo que emanamos de dentro - são a soma de tudo que alimentamos a todo momento.
Ver uma guerra externalizada me faz repensar novamente toda a minha forma de ser, estar, fazer, pensar, emanar.
Qual a minha participação nisso que vejo?
Não importa se é lá ou aqui - somos todos o mesmo campo humanidade - pertencemos a uma mesma experiência humana e material.
O mundo que vemos é o nosso próprio reflexo.
Que esses eventos caóticos nos levem para o bom senso emocional que vai além das críticas políticas - além do apontar dedos e culpar - mas que possamos nos olhar e promover as mudanças necessárias para manifestar outra realidade mais a frente.
Somos nossas escolhas, vivemos as consequências da nossa própria consciência.
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