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Qual é a minha participação no caos que eu vejo?

Essa pergunta incômoda surgiu aqui entre as reflexões diárias, e vem tomando uma proporção cada vez maior no entendimento daquilo que vejo colapsado como realidade.

Conforme reconhecemos que somos autores da nossa própria realidade - e não vítimas do acaso - passamos a perceber que tudo o que vemos manifestado no mundo é parte da nossa própria criação.

Dos gostos vulgares que cultivo às escolhas inconscientes de distração, assim como os pensamentos que nutro aos sentimentos que alimento. Os meus fazeres, o meu consumo, ao que me mantenho vinculada.

Todas as esferas de nós estão sendo expressas de alguma forma no que chamamos de mundo externo.

O que são os líderes senão a expressão dos seus povos?

O que são as ações deles senão o ápice do inconsciente coletivo do qual eles estão expostos?

Quantas guerras vivemos internamente a todo momento?

Quantas brigas em forma de diálogos internos que temos todos os dias?

A raiva, a falta de perdão, a inveja, orgulho, ganância, desejo de ter.

Frequências densas que fazem parte da humanidade, e que estão se apresentando com cada vez mais intensidade, na intolerância e no desejo de justiça.

Vivemos campos de batalha internos e desejamos ver paz no mundo?

O que existe nesse contexto caótico que nós ainda não consideramos?

Não existem pontualidades de fatos em escolhas destes ou daqueles - existem os transbordamentos daquilo que emanamos de dentro - são a soma de tudo que alimentamos a todo momento.

Ver uma guerra externalizada me faz repensar novamente toda a minha forma de ser, estar, fazer, pensar, emanar.

Qual a minha participação nisso que vejo?

Não importa se é lá ou aqui - somos todos o mesmo campo humanidade - pertencemos a uma mesma experiência humana e material.

O mundo que vemos é o nosso próprio reflexo.

Que esses eventos caóticos nos levem para o bom senso emocional que vai além das críticas políticas - além do apontar dedos e culpar - mas que possamos nos olhar e promover as mudanças necessárias para manifestar outra realidade mais a frente.

Somos nossas escolhas, vivemos as consequências da nossa própria consciência.




 
 
 

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